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Estados Unidos levantam sanções contra juiz que preside caso de Bolsonaro

Estados Unidos levantam sanções contra juiz que preside caso de Bolsonaro

Os Estados Unidos levantaram esta sexta-feira as sanções financeiras impostas ao juiz brasileiro Alexandre de Moraes, que preside o caso contra o ex-presidente brasileiro, aliado de Donald Trump. O filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, já lamentou a decisão.

Paulo Alexandre Amaral - RTP /
Foto: Evaristo Sá - AFP

O nome de Alexandre de Moraes deixou de constar no registo do Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano.

O levantamento das sanções é um sinal da reaproximação entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu homólogo brasileiro, Lula da Silva, após conversas por telefone e depois um encontro a 26 de outubro numa reunião em Kuala Lumpur, na Malásia.

A medida coincide ainda com a aprovação esta quarta-feira de um projeto de lei na Câmara dos Deputados do Brasil com vista a reduzir a pena de Jair Bolsonaro, de 27 anos de prisão para 20 anos, um gesto bem-visto nos Estados Unidos.

Em julho, Washington tinha revogado o visto de Alexandre de Moraes, impondo-lhe ainda sanções financeiras, medidas que apareceram depois de o juiz ter ordenado uma série de medidas cautelares no julgamento do ex-presidente brasileiro.

A medida do Departamento do Tesouro foi enquadrada na Lei Magnitsky, que autoriza o executivo norte-americano a impor sanções a cidadãos estrangeiros envolvidos em atos de corrupção ou violações dos Direitos Humanos.

Em retaliação pelo julgamento de Jair Bolsonaro, seu aliado, o presidente Trump forçou ainda mais o castigo ao Brasil aumentando as tarifas sobre as exportações brasileiras para 50%.

Bolsonaro seria condenado, apesar de toda a pressão que vinha dos EUA, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe na sequência da vitória eleitoral de Lula da Silva em 2022.

Entretanto, numa reação a partir de território norte-americano, onde se encontra radicado, o filho de Bolsonaro já lamentou a decisão: "Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo Governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil".

Numa mensagem nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro, há vários meses a viver nos Estados Unidos para fazer `lobby` por sanções ao seu próprio país numa tentativa de provocar a libertação do seu pai, dizem que o Brasil desperdiçou uma oportunidade.

"A sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais", aponta o filho de Bolsonaro na nota que também é assinada por Paulo Figueiredo, brasileiro com nacionalidade norte-americana, neto de João Figueiredo, último presidente da ditadura militar do Brasil.

c/ Lusa

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